EM MILWAUKEE MARCO ANDRETTI É POLE

Na briga da nova geração da F-Indy, a família Andretti superou o clã Rahal neste sábado, durante a disputa pela pole-position para o GP de Milwaukee.
Marco Andretti, da Andretti Green, foi o penúltimo piloto a registrar tempo na classificação e cravou a marca de 1min26s9591, superando Graham Rahal, piloto mais jovem do grid, que representa a Newman/Haas/Lanigan, em 0s2205.
A segunda fila terá Scott Dixon (Ganassi), atual líder do campeonato, que chegou a sentir o gostinho da pole provisória. A seu lado, parte Will Power (KV), que, assim como Rahal, apresentou uma performance surpreendente no circuito oval de uma milha.
Dois brasileiros partem na terceira fila: Helio Castroneves, melhor representante da Penske, sai ao lado de Tony Kanaan, da Andretti Green, levando a melhor no duelo particular com o eterno rival.
Dan Wheldon, no segundo carro da Ganassi, parte em sétimo, à frente de outra surpresa, Enrique Bernoldi, da Conquest, que obteve sua melhor posição de largada com o oitavo tempo deste sábado.
O espanhol Oriol Servià, da KV, e o venezuelano Ernesto Viso, da HVM, completaram a lista dos dez primeiros. Bruno Junqueira parte em 15° com o carro da Dale Coyne, após ficar sem gasolina nas curvas finais, enquanto Jaime Câmara (Conquest) e Mario Moraes (Dale Coyne) dividem a 12ª fila. Já Vitor Meira não teve tanta sorte.
22° piloto a entrar na pista neste sábado, Meira andava em 13° e estava na terceira volta quando bateu. O brasiliense perdeu a traseira do carro, acertou o muro do lado de fora e, posteriormente, o interno, danificando bastante o equipamento da Panther. Como resultado, parte na última fila.
FONTE: SITE UOL
Escrito por João Ricardo às 21h39
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SCOTT DIXON VENCE AS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS

Três ou quatro ameaçaram, beliscaram o primeiro lugar em momentos aleatórios, mas o carro que a Ganassi deu a Scott Dixon, claro que também contando com uma performance sublime, fizeram com que o neozelandês conquistasse sua primeira vitória nas 500 Milhas de Indianápolis. O piloto soube bem administrar a diferença nas voltas finais para Vitor Meira, que chegou a sonhar com a glória antes da última parada nos pits.
Dixon usufruiu de um jogo de equipe até a metade da corrida, mas logo descartou Dan Wheldon, que viu seu rendimento ir para o espaço inexplicavelmente, tanto que acabou chegando num amargo e distante 12º lugar. Observou a liderança ir para as mãos de Tony Kanaan, que mais uma vez viu suas chances se esvaírem num incidente que virou acidente, ao qual jogou culpa no companheiro Marco Andretti. Quase com três quartos de prova, sentiu uma ameaça inesperada de Meira. Mas recuperou a colocação de destaque na última ida aos boxes.

Estava claro para o mundo que o trio-de-ferro Ganassi, Andretti Green e Penske brigaria pelo triunfo, quiçá contra uma ou outra surpresa. O início da Indy 500 mostrou um vivo Tomas Scheckter, que saiu de 11º no grid para logo sobressair em quinto. Dixon e Wheldon iam fazendo um revezamento no primeiro lugar para que o piloto da frente não gastasse mais combustível sem a ausência de vácuo. Kanaan, Andretti e Helio Castroneves seguiam o grupo.
A primeira intervenção do pace-car veio na volta 8 por conta de um espelho retrovisor e alçou, por estratégia da Dale Coyne, Bruno Junqueira à ponta, enquanto os demais visitavam os pits. Só que a peça solta era do próprio brasileiro, que teve de parar, perdendo longuíssimas 15 voltas apenas para repor o aparato. Enquanto isso, Sarah Fisher, que vinha em terceiro em estratagema igual, perdeu o controle do carro de sua equipe própria e estendeu o período de bandeira amarela. A piloto foi empurrada e retornou à competição.

Então a prova foi levada em banho-maria até as primeiras 90 voltas, sempre com Dixon ou Wheldon comboiando o resto. Foram necessárias mais três aparições do pano amarelo — pelos acidentes de Graham Rahal (Newman-Haas-Lanigan) e Marty Roth (batata, diriam os mais antigos, que o magnata canadense que também comanda seu time bateria!), que escaparam quase sem contornar a curva 4, e Jaime Câmara (Conquest), cujo carro fez estranho e repentino movimento em direção ao muro da curva 2 — até que a AGR chegasse ao topo com Kanaan.
Ressalte-se que o acidente de Roth jogou peças do carro para a pista, sobre uma das quais Castroneves acabou pegando e destruindo parte do bico. A demora na troca acabou arremessando o paulista, um dos preferidos da torcida de mais de meio milhão de pessoas, para o pelotão intermediário.
Doze giros depois após a liderança, Tony, que até tinha aberto distância razoável para Dixon, perdeu rendimento na reta oposta e viu tanto Scott, por fora, quanto Andretti, por dentro, o superarem. Sem estar no traçado ideal na curva 3, acabou andando no lado sujo, foi desgarrando em direção ao muro e conseguindo habilmente reduzir a velocidade e controlar o carro, apenas esfolando o pneu direito traseiro. Rodou, e aí foi acertado por Fisher, que não teve como desviar.
Com Wheldon caindo pelas tabelas, Dixon teve de defender sozinho a Ganassi, com Andretti fazendo o mesmo pelo time do pai e Scheckter, por ser piloto único, obviamente a sua Luczo Dragon. Marco pulou ao posto principal na volta 121, e os três iam se distanciando dos demais.
Foi o acidente de Justin Wilson, com o outro carro da NHL, que deu a Mario Moraes os minutos que terá de contar a seus descendentes. Como havia acontecido com o companheiro Junqueira no começo, a Dale Coyne deixou-o na pista ao passo que os rivais foram a mais uma rodada de troca de pneus e reabastecimento. Mas com um carro em média 0s8 mais lento por volta que os líderes, sua liderança durou as voltas em bandeira amarela mais dois segundos após a relargada. O neto do empresário Antonio Ermínio de Moraes acompanhou uma bela manobra de Dixon, que de terceiro saltou para primeiro também deixando para trás Andretti.
Novamente o trio Dixon-Andretti-Scheckter era o realce. Só que Tomas abandonou a disputa na volta 156. Não por acidente, quase que uma condição sine qua non em sua carreira, mas por uma quebra no semi-eixo no momento em que estava nos pits, giros após um impactante acidente de Alex Lloyd. O inglês da RLR Ganassi bateu na curva 4, rodou e foi parar nos boxes, destruindo o pobre radar que marcava a velocidade local.
Foi aí que surgiu Meira no enredo. A Panther, em boa labuta, devolveu o brasiliense atrás somente de Dixon. Ed Carpenter vinha como líder momentâneo. Assim que a bandeira verde surgiu, Vitor aproveitou o ensejo para jantar ambos e logo saltar à primeira colocação. Assim foi até o último período de colocação de combustível no carro. Que veio com o acidente de Milka Duno, provocado por uma fechada de Buddy Lazier.
Meira vivia o dilema de tirar mais asa no carro. A equipe decidiu que não faria modificações aerodinâmicas para que tentasse permanecer à frente de Dixon. Mas a tática não funcionou, e Vitor retornou em segundo. Castroneves recuperou-se e já aparecia em terceiro, com Andretti na seqüência.
Beto Issa
 A foto mostra o tamanho do evento, mais de 500 mil pessoas
Neste instante surgiu o momento bafafá da 92ª edição das 500 Milhas. Ryan Briscoe, que fazia prova para lá de mediana e também buscava recuperar terreno, acelerou demais tão logo foi liberado e deixou o carro escapar. Danica Patrick, outra que pouco apareceu, foi desviar e acabou indo para o muro. Tocou o australiano, que foi parar do lado interno dos boxes. Os dois, com suas respectivas suspensões danificadas, deixaram a prova.
Só que Danica, a esquentadinha, foi em passar de general em direção a Briscoe, que ainda estava no carro. Precisou vir um daqueles seguranças do tipo guarda-roupa para se impor e demovê-la da idéia. O público, claro, que gosta de ver porrada, adorou e aplaudiu a ídolo. Assim que o piloto da Penske desceu do carro, recebeu vaias e sinais longe de serem agradáveis.
Até o fim da corrida, Dixon não precisou se preocupar. Meira não tinha carro para ultrapassá-lo, e foi só levar o excelente equipamento da Ganassi para que depois pudesse do leite beber e da conquista tirar valor. O brasileiro, aplaudido, chegou aos pits e fez sinal com as mãos indicando um quase. Andretti passou Castroneves para terminar em terceiro.
Merece uma lembrança — não aquele destaque, daqueles impressionantes — a participação de Ryan Hunter-Reay, que conduziu a Rahal Letterman ao sexto lugar. Hideki Muton também apareceu bem, acabando em sétimo. Enrique Bernoldi, que não levou volta, o que já é algo para ser comemorado, ficou em 15º. Moraes completou em 18º e Junqueira, 20º.
O resultado colocou Dixon na liderança do campeonato, com 191 pontos, 15 a mais que Helio. Wheldon é o terceiro, com 153.

Resultado final:
1 - Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi) - 200 voltas 2 - Vitor Meira (BRA/Panther) - a 1s7498 3 - Marco Andretti (EUA/Andretti-Green) - a 2s3127 4 - Helio Castroneves (BRA/Penske) - a 6s2619 5 - Ed Carpenter (EUA/Vision) - a 6s5505 6 - Ryan Hunter-Reay (EUA/Rahal-Letterman) - a 6s9894 7 - Hideki Mutoh (JAP/Andretti-Green)) - a 7s8768 8 - Buddy Rice (EUA/Dreyer & Reinbold) - a 8s8798 9 - Darren Manning (ING/A.J.Foyt) a 9s2019 10 - Townsend Bell (EUA/Dreyer & Reinbold) - a 9s4567 11 - Oriol Servia (ESP/KV) - a 22s4966 12 - Dan Wheldon (ING/Chip Ganassi) - a 30s7090 13 - Will Power (AUS/KV) - a 31s6666 14 - Davey Hamilton (EUA/Vision) - a 32s0084 15 - Enrique Bernoldi (BRA/Conquest) - a 32s1075 16 - John Andretti (EUA/Roth) - a 1 volta 17 - Buddy Lazier (EUA/Hemelgarn Johnson) - a 5 voltas 18 - Mario Moraes (BRA/Dale Coyne) - a 6 voltas 19 - Milka Duno (VEN/Dreyer & Reinbold) - a 15 voltas/acidente 20 - Bruno Junqueira (BRA/Dale Coyne) - a 16 voltas 21 - A.J. Foyt IV (EUA/Vision) - a 20 voltas 22 - Danica Patrick (EUA/Andretti-Green) - a 29 voltas/acidente 23 - Ryan Briscoe (AUS/Penske) - a 29 voltas/acidente 24 - Tomas Scheckter (AFS/Luczo Dragon) - a 44 voltas/mecânico 25 - Alex Lloyd (ING/Rahal-Letterman) - a 49 voltas/acidente 26 - Ernesto Viso (VEN/HVM) - a 61 voltas/mecânico 27 - Justin Wilson (ING/Newman-Haas-Lanigan) - a 68 voltas/acidente 28 - Jeff Simmons (EUA/A.J.Foyt) - a 88 voltas/acidente 29 - Tony Kanaan (BRA/Andretti-Green) - a 95 voltas/acidente 30 - Sarah Fisher (EUA/Fisher) - a 97 voltas/acidente 31 - Jaime Câmara (BRA/Conquest) - a 121 voltas/acidente 32 - Marty Roth (CAN/Roth) - a 141 voltas/acidente 33 - Graham Rahal (EUA/Newman-Haas-Lanigan) - a 164 voltas/acidente
fonte: site grande prêmio/VICTOR MARTINS de São Paulo
Escrito por João Ricardo às 12h12
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